Losing Game

Tenho que me esquecer de ti. Não posso continuar nisto, vou dizer-te adeus, ao que tivemos, ao que podíamos ter sido. Aos meus sonhos e esperanças que não passam disso. É difícil quando é só uma pessoa a lutar. É exaustivo, custa tanto. Quem me dera não ter de virar costas a isto. Mas nunca resulta, não consegui arranjar forma de o puzzle se encaixar novamente. O meu caminho divergiu do teu. Mas houve um momento, um segundo infinito em que se cruzaram, entrelaçaram-se e parecia tão certo. E tão rapidamente como entraste na minha vida e tomaste conta de tudo, desapareceste de vista, fugiste-me por entre os dedos. Fiquei de pé no meio da desordem, sozinha. E agora tudo o que resta é a minha vontade de voltar atrás no tempo, regressar aos momentos mais felizes contigo e apertá-los junto ao peito, agarrá-los com as duas mãos para nunca fugirem, colocá-los num frasco e deixá-los iluminar a escuridão em que me deixaste quando partiste com a tua luz. Não desistas de mim. Não sei como te dizer aquilo que quero dizer. Quero dizer a coisa certa, quero que entendas, quero que escutes com atenção. Mas já te perdi. Perco sempre.